curriculoa-07-08Candidatos perdem uma vaga de emprego por informações confusas em seus currículos. Essa falta de clareza é, segundo os especialistas da área, um dos motivos para nem sequer convocar esses profissionais para uma entrevista. “Se não entendo nem o que a pessoa escreve e o que quer dizer sobre ela é complicado considerar alguém assim para a empresa”, destacou a tecnóloga em Gestão de Recursos Humanos Jocélia Ângela Gumiere da Silva.

Segundo ela, que também é conselheira do Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES), há candidatos que informam a nomenclatura dos cargos de forma a querer “valorizar” sua atuação e acabam não comunicando o que, de fato, faziam. “No lugar de dizer supervisor da área tal colocam supervisor sênior da gestão. O que isso quer dizer? Ele era supervisor ou gestor?”, comenta a especialista.

Outra falha apontada é descrever as experiências de forma tão prolixa que dificulta a percepção do entrevistador. “Ao descrever assim o candidato permite que o recrutador tenha uma interpretação diferente daquela desejada abrindo precedentes para nem ser chamado”, acrescentou o administrador e superintendente do CRA-ES, Pedro Prêmoli.

Ele contou, ainda, que alguns profissionais omitem as informações em seus currículos. “Quando a pessoa faz um curso numa instituição vista com menor prestígio ela acha melhor não dizer onde se formou. É um erro, pois se convocado para a entrevista, certamente será perguntado sobre isso. A falta da informação pode revelar desleixo ou tentativa de engano. Uma impressão muito ruim”, alertou.

Ainda de acordo com Jocélia Ângela, muitos candidatos pecam também por não atualizar as informações pessoais do currículo, tais como, e-mail e telefone. “Também erram ao dar ênfase ao início da carreira, isto é, relacionar as experiências em ordem crescente. O ideal é disponibilizar essas informações do mais recente para o mais antigo”, disse.

Erros no currículo
– Nomenclatura dos cargos escrita de forma errada ou fantasiosa para impressionar o recrutador.
– Experiência profissional relatada de forma prolixa dificulta a percepção do recrutador.
– Instituição de formação considera de menor prestígio não é descrita. Recrutador pode entender como desleixo ou tentativa de engano.
– Informações pessoais erradas
– Experiência profissional em ordem crescente
– Redação ou linguagem inadequada

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