Foto: João Luiz Gasparini/Divulgação
Foto: João Luiz Gasparini/Divulgação

Uma cordilheira submersa na costa do Espírito Santo, entre a capital Vitória e a ilha de Trindade, a 1.200 km do continente, poderá em breve ser declarada a maior reserva marinha do Oceano Atlântico e uma das maiores do mundo.

A cadeia é composta por cerca de 30 montes submarinos de origem vulcânica e abriga a maior variedade de espécies que vivem em recifes entre todas as ilhas brasileiras: 270 espécies de peixes recifais – 24 delas ameaçadas de extinção e 13 espécies endêmicas (restritas ao local) –, além de 140 tipos de moluscos, 28 de esponjas, 87 de peixes de mar aberto, 17 de tubarões e 12 de golfinhos e baleias.

Segundo a matéria divulgada pela BBC Brasil, o secretário de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, José Pedro de Oliveira Costa, afirmou que nos próximos 45 dias o órgão deverá entregar ao presidente Michel Temer um decreto para a criação de uma unidade de conservação em torno da cordilheira.

De acordo com Costa, a reserva na cadeia Vitória-Trindade terá cerca de 450 mil km² – quase dez vezes a extensão territorial do ES. A proteção da cordilheira é uma demanda antiga de pesquisadores, que a consideram essencial para a manutenção de estoques pesqueiros em águas vizinhas e um dos melhores laboratórios naturais do mundo.

Apenas o início

O biólogo capixaba João Luiz Gasparini considera a reserva como “uma floresta tropical no fundo do mar”. Coautor de um estudo que deu visibilidade global à cordilheira em agosto do ano passado, o biólogo que ainda há muitas outras espécies a descobrir. “A gente ainda mal arranhou a casca do ovo da biodiversidade da cadeia Vitória-Trindade”, disse à filial da emissora inglesa no Brasil.

Ele e outros sete pesquisadores devem iniciar neste sábado (27) uma expedição a bordo do Paratii 2, barco que levou o navegador Amyr Klink à Antártida, para tentar ultrapassar pela primeira vez o ponto no fundo do mar a partir do qual a temperatura cai drasticamente. Até agora, alcançaram no máximo 80 metros de profundidade.

Abaixo dessa zona, sobre montes mais distantes da superfície, esperam encontrar espécies distintas das vistas até agora. “Os recifes mais profundos são o novo éden, a próxima fronteira para quem quer fazer mergulho científico no mundo”, diz Gasparini.

Cometários

  1. ola!boa tarde gostaria de saber se a possibilidades de uma equipe de mergulhadores amadores que estão cursando biologia na unb participarem da visita dirigida até a cordilheira submersa.junto a a Marinha Brasileira ou com outros colaboradores.?

    existe participação de outro países pois parece que pela localização esta cordilheira esta fora do domínio de águas brasileiras.?

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