Cerca de 45 mil crianças em idade escolar podem sofrer de fibromialgia no Espírito Santo. A estimativa é da médica reumatologista e presidente da Sociedade de Reumatologia do Espírito Santo (Sores), Aline Fraga, que afirma que até 6% das 762 mil crianças em idade escolar do Estado podem sofrer de dores crônicas musculares.

Embora a maioria dos pacientes sejam mulheres a partir dos 30 anos, crianças e adolescentes também são acometidos pela doença. A principal queixa são as dores, difusas e generalizadas, que acontecem nos dois lados do corpo, acima e abaixo da cintura, e persistem por mais de três meses. Dores de cabeça, fadiga, dor abdominal e distúrbios do sono também são comuns em pacientes com fibromialgia.

Os médicos ainda não chegaram a um consenso sobre a causa da fibromialgia, porém há fatores que provavelmente agem conjuntamente no aparecimento da doença. Em cerca de 70% dos casos as dores são observadas em membros da mesma família, normalmente a mãe; fato que pode ser entendido como associação genética ou um “comportamento aprendido” dentro de casa. O estresse e doenças autoimunes podem agravar o quadro do paciente. Traumas físicos e emocionais, conhecidos como transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), também têm sido associados ao aparecimento da doença. Em uma grande parte dos casos os pacientes apresentam depressão, transtorno de ansiedade ou são perfeccionistas e muito cobrados intelectual ou emocionalmente.

O diagnóstico da fibromialgia é simples, feito clinicamente e baseado no relato de dor crônica generalizada. Para detectar a fibromialgia nas crianças, são adotados os mesmos procedimentos que em um adulto. É realizado um exame físico que examina os pontos dolorosos e testes laboratoriais para excluir outros tipos de doenças.

Para entender a dor e tentar lidar melhor com ela, a psicoterapia é uma das vertentes do tratamento que mais apresenta resultado nos pacientes mais jovens. Exercícios físicos de baixa intensidade, como a natação, além de manter uma alimentação saudável e fazer fisioterapia também são indicações médicas.

A utilização de medicações antidepressivas está associada à melhoria de dor, depressão, fatiga, distúrbios do sono e qualidade de vida nos pacientes com fibromialgia. No entanto, o tratamento de crianças e adolescentes sempre é iniciado preferencialmente por modalidades não farmacológicas, incluindo reeducação, prática de exercícios e acompanhamento psicológico, porque não há estudos sistemáticos sobre o uso de medicamentos para crianças com fibromialgia.

Cometários

  1. infelizmente eu tenho fibromialgia sofro demais são dores e mais dores sempre eu não sei mais o que fazer tomo ante depressivo e faço atividades físicas mais nada adianta e só sofrimento

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