Na base da garra e da superação, o brasileiro Anderson Ezequiel, de apenas 22 anos, fez bonito neste sábado e rompeu barreiras importantes para o ciclismo BMX ao conquistar a medalha de bronze no Mundial, realizado em Baku, a capital do Azerbaijão. Após passar por momentos difíceis nas últimas competições, onde acabou se envolvendo em quedas, mesmo sendo favorito, o piloto não esmoreceu e alcançou um grande resultado na carreira.

Os primeiros confrontos da fase classificatória estavam previstos para a última sexta-feira, mas devido aos fortes ventos na cidade, a União Ciclística Internacional (UCI) decidiu adiar as provas e concentrar todas as disputas neste sábado. Com isso, os pilotos tiveram que enfrentar uma programação extensa e cansativa, com poucos períodos de descanso entre as baterias.

“Hoje (sábado) foi um dia inesquecível na minha carreira. É um momento que quero lembrar com orgulho para o resto da vida. Fiquei muito feliz com o resultado. Trabalhei duro durante meses ao lado do meu treinador, Domingos Lammoglia, para chegar aqui pronto para disputar as primeiras posições. Agradeço a confederação pela oportunidade, minha família, meus companheiros de equipe, e toda a galera do Brasil que incentivou e torceu do início ao fim”, comentou Anderson, mais conhecido como “Andinho”.

Anderson Ezequiel fez uma fase classificatória muito consistente e técnica, sempre evitando situações arriscadas que pudessem prejudicar a sua classificação para as fases seguintes. Na final, o brasileiro pedalou forte, sempre entre os primeiros, e garantiu a inédita medalha de bronze para o Brasil no Mundial. As duas primeiras colocações ficaram com os franceses Andre Sylvain e Joris Daudet, nesta ordem. Outro brasileiro na disputa, Renato Rezende caiu nas oitavas de final.

Com este resultado, Anderson Ezequeil se tornou não só o primeiro atleta brasileiro a conquistar uma medalha na elite do Mundial de BMX, mas também cravou o melhor resultado da categoria elite entre todas as disciplinas olímpicas do ciclismo brasileiro.

“O grupo fez uma prova muito positiva, todos os pilotos estão de parabéns. Se não fossem os imprevistos que tivemos com as quedas, poderíamos ter alcançado ainda mais resultados expressivos. O Andinho está atravessando uma excelente fase e merecia um resultado desta importância. É uma medalha que vai ser muito importante tanto para o crescimento do grupo como para o desenvolvimento do BMX brasileiro”, destacou Thomas Allier, técnico da seleção.

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