Foto: Divulgação/PMC
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O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) informou que o município de Colatina é o próximo local em que o rio Doce vai atingir a cota de inundação neste período de cheia. Segundo a previsão publicada nesta quinta-feira (08) no boletim de monitoramento da Bacia do Rio Doce, o rio vai transbordar ainda nesta tarde. Outro ponto que merece atenção é Linhares, onde o rio atingiu a cota de inundação e transbordou na madrugada de terça-feira, dia 6 e deve continuar subindo.

Em Colatina, o nível de alerta do rio Doce é de 5,7 m, sedo que o nível de inundação, prestes a ser atingido, fica a 6,20 m. De acordo com Artur Matos, engenheiro hidrólogo da CPRM, responsável pelo Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Doce (SAH Rio Doce), a água que causou enchente em Governador Valadares e Tumiritinga vai impactar em Colatina, causando a enchente. “Já foi encaminhado o alerta com as previsões para Defesa Civil para proteção da população”, relatou.

A avaliação da situação hidrológica atual dos rios no país, baseada em dados monitorados pela CPRM, apontam ainda que na Bacia do rio Xingu, os grandes volumes de chuva observados nos últimos dois dias no alto Rio Xingu e Rio Fresco provocaram uma elevação rápida nos níveis dos rios nas estações de Boa Esperança e Boa Sorte. No município São Félix do Xingu, foi atingida ontem a cota de inundação. A água chegou em algumas áreas de lazer, mas está a um metro de chegar nas casas. Em Porto velho, na Bacia do rio Madeira, foi atingida ontem a cota de alerta

No rio Doce, os municípios inundados estão com tendência de queda. Os níveis em Governador Valadares, onde o rio está a 4,15 metros, bem acima do nível de inundação de 3,60 metros, mas com tendência a cair nas próximas horas. Em Tumiritinga, Galiléia, Resplendor, Conselheiro Pena, Aimorés e Baixo Guandu, o nível do rio está com tendência a se manter estável nas próximas horas e cair posteriormente. Atualmente está a 4,86m, também acima dos 4,50 metros, nível de inundação.

Os dados hidrológicos utilizados neste boletim são provenientes da Rede Hidrometeorológica Nacional operada pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e de responsabilidade da Agência Nacional de Águas (Ana), e demais parceiros.

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