Forum Criminal José Mathias de Almeida Neto4Por Bárbara Caldeiras

Nesta quarta-feira (31) o juiz do caso do assassinato de Milena Gottardi determinou uma nova data para ouvir as testemunhas de defesa de Hilário Frasson que não compareceram na última terça-feira à audiência. Hoje mais quatro pessoas foram ouvidas no Fórum Criminal de Vitória, e não houve nenhuma dispensa de testemunha.

Ao final do quarto dia de audiências do caso que comoveu o Estado, foi marcada uma nova audiência para o dia 23 de fevereiro às 9 horas, a fim de ouvir as testemunhas faltantes. O padre Pedro Luchi, que celebrou o casamento de Frasson e Milena, e Gustavo Pimentel, amigo de réu, iriam depor ontem, porém não compareceram, ao fórum. Ambos comprovaram ausência por motivos de viagem.

No dia 23 serão ouvidos também todos os réus acusados de envolvimento no assassinato da médica Milena Gottardi.

A promotoria acredita que hoje não houve grande alteração do quadro apresentado desde o início das investigações. A audiência do dia 23 também não mudará muito a consistência dos fatos. “No dia 23 continua a auditiva, das testemunhas de defesa, e o interrogatório do réu. Que é peça de defesa. Eles vão querer justificar os fatos e até negar o crime. Mas isso é esperado em qualquer processo criminal. Muito difícil a confissão em um crime dessa natureza”, relata o promotor Jerson Ramos de Souza.

Já Leonardo Rocha, advogado de defesa de Bruno e Dionathas, acredita que a próxima data será o “Dia D para este processo”, essencial para o desenrolar do caso, principalmente para os réus terem a oportunidade de apresentar suas versões dos fatos.

Hoje foram ouvidas quatro pessoas, uma a favor de Hilário, uma a favor de Hermenegildo, e outras duas a favor do réu Valcir da Silva Dias, acusado de ser um dos intermediários do caso. Entre elas a esposa do réu, que assim como as outras testemunhas saiu sem dar declarações à imprensa.

Após a audiência do dia 23, o processo será enviado ao Ministério Público para fazer algum requerimento da fase processual, daí em diante é levada a defesa, e depois volta ao ministério público para que seja feita as delegações finais. Em seguida vai à assistência de acusação, depois de defesa e só então o juiz dará a decisão de pronuncia ou não, ou absolver, ou encaminhar aos autos para novas diligências.

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