Bruno Barros
Foto: Bruno Barros

Tal qual acontece no estado do Rio de Janeiro, o desfile das escolas de samba no Sambão do Povo, em Vitória, pode ser organizado não apenas pela Liga Espírito-santense das Escolas de Samba (Lieses). Mas por uma segunda liga, respondendo pelas agremiações do Grupo Especial – Liesge: Liga das Escolas de Samba do Grupo Especial. Desta forma, o evento em si terá a parceria das duas entidades, no primeiro dia, a organização ficará a cargo da Lieses, enquanto o espetáculo do sábado, será de responsabilidade da Liesge.

Oficialmente as duas entidades já existem, porém a separação deverá valer, de fato, a partir do próximo carnaval. O atual presidente da Lieses, Rogério Sarmento, tem até 30 de junho para deixar a entidade. Seu mandato, desde 2009, deveria ter sido encerrado, mas devido um processo judicial e a proximidade do carnaval de 2016, a Justiça definiu que ele ficaria na presidência, mas que deverá convocar eleição até o fim do sexto mês de 2017.

Se a nova organização for confirmada, todas as escolas da elite do samba capixaba desfilarão no sábado, inclusive a perdedora do carnaval 2016, Pega no Samba. Contudo, a que venceu no grupo de acesso deste ano, Andaraí, também estará neste dia, concorrendo a sua permanência no Especial.

Desta forma, a segunda noite de apresentações no Sambão do Povo deverá contar com Independentes de Boa Vista (campeã em 2016), Mocidade Unida da Glória (MUG), Unidos da Piedade, Unidos de Jucutuquara, Novo Império, Pega e Andaraí. Na primeira noite, possivelmente, desfilarão, Imperatriz do Forte, Tradição Serrana, Chega Mais, Unidos de Barreiros, Independentes de São Torquato, Chegou o que faltava e Rosas de Ouro.

O atual presidente da Lieses, Rogério Samento, preferiu não adiantar as mudanças, já o presidente da São Torquato, Angelo Borgo confirmou que o assunto está sendo discutido. Ele é a favor da divisão. “Sou a favor, mas que regras para que isso aconteça sejam bem definidas. Teríamos que conversar para que não haja conflito. No Rio de Janeiro o Carnaval é feito por duas ligas, por que aqui não poderia ser assim?”, avaliou.

O presidente da Unidos de Barreiros, Jadilson Luiz Damascena, é contra a divisão. “Não concordo, primeiro porque o carnaval de Vitória não teve sucesso dividido, e sim pelas 14 escolas. Segundo porque não é justo, eles (Grupo Especial) ficarem com o lucro e as demais com os problemas”.

No Rio de Janeiro, as divisões das escolas de samba são entre Grupo Especial, espécie de primeira divisão e administrado pela LIESA; a Série A, administrada pela LIERJ. O carnaval é organizado pelas duas, por meio de uma comissão, juntamente com instituições públicas e privadas.

Federação Capixaba das Escolas de Samba

Para o carnaval capixaba de 2018, além de divisões de Ligas, cinco escolas de samba históricas, porém que não desfilam no Sambão do Povo, também pretendem participar do evento. Mocidade da Praia e Independente de Eucalipto, de Vitória; a Mocidade Serrana e Império de Fátima, da Serra; e União Jovem de Itacibá, de Cariacica, organizam a Federação Capixaba das Escolas de Samba do Espírito Santo (Fecapes).

A entidade foi fundada este ano, com o objetivo de fazer com que estas escolas ingressem no carnaval e desfilem no domingo. “O nosso maior objetivo é agregar ao carnaval já existente. Nós conseguimos unir as escolas, chegamos há um objetivo. As escolas estão regularizadas e as diretorias formadas, agora é correr atrás de apoio”, explicou o diretor de ética da Fecapes e presidente da Mocidade da Praia, Luciano de Paula.

Ele informou ainda que para isso sair do papel, este ano a Fecapes vai dar entrada com o pedido. “Conversamos também com outra Liga, que aceitou bem o nosso movimento”, finalizou.

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