Quem conheceu o Brasil, a partir de 1930, com as seguidas intervenções políticas, surgindo, então, a figura de Getulio Vargas como ditador, o chamado Estado Novo, durante 15 anos, a sucessão de tragédias que emporcalhavam o desenvolvimento nacional, as seguidas crises, minha mãe dava a designação de tudo isso, como caiporismo. Doença de caipora, que nunca se firma.

O brasileiro lê muito pouco e, com a maldição da TV, as famílias vivem presas às novelas ou ao futebol. A sucessão de novelas vagabundas e o declínio do futebol, onde as ganges de torcidas transformaram os espetáculos da bola em arena do deforço físico pessoal, uma monstruosidade que é mostrada como espetáculo de selvageria, um negócio que nos envergonha mundialmente.

Sem criatividade, sem educação, pensando mais na sua barriga e dos seus do que no Estado, propriamente, nossos administradores públicos se transformaram em espertos na fabricação de sinecuras e riquezas próprias, como se ninguém estivesse vendo suas diabruras.

Nossos políticos, fantasiados de péssimos administradores, transformaram a vida nacional num intermitente caiporismo, uma sucessão de fatos desagradáveis que não engrandecem uma sociedade.

Vejam a impressionante quantidade de políticos presos, condenados, processados, difamados, do presidente da República a devassos vereadores de humildes municípios que se intitularam de donos dos cofres municipais e se acumpliciam com prefeitos e outros audazes piratas dos tesouros públicos, com a incumbência apenas de pilhar o que tem dentro deles…

Essas patifarias estão cansando, desestimulando a parte menor da sociedade que trabalha em prol do desenvolvimento. Graças à má política (e ao mal político também) detemos o maior conjunto de pessoal e organizações burocráticas do mundo. O empreendedor passa dois anos construindo um prédio de 10 andares na Ilha de Vitória, ou qualquer outro local do Brasil, e passa um ano, depois do prédio pronto, para tirar o habite-se. Se ele pegou financiamento e quer vender os apartamentos ou salas construídas, não pode, porque não tem o maldito do habite-se.

Repartições as mais diversas, todas elas, foram constituídas com objetivo de desgraçar com a vida do empreendedor. Me revolta com a cara de pau de administradores públicos que afirmam, com a cara mais porca do mundo, que estão extinguindo com a burocracia nas suas prefeituras.

Será que essa gente de transparência tão duvidosa está falando sério ou gozando da cara dos empreendedores?

Nem ao bispo podemos reclamar. É caiporismo demais…

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