Cesar Herkenhoff

César Herkenhoff é pós-graduado em Psicanálise Clínica e em Criminologia, Política Criminal e Segurança Pública. Pós-graduando em Direito do Trabalho e Direito Processual do Trabalho. Bacharel em Teologia, Direito e Comunicação Social. Hipnólogo e membro da Instituto Brasileiro de Hipnologia e da Sociedade Iberoamericana de Hipnologia Condicionativa. Jornalista, radialista e publicitário. Analista Judiciário do Tribunal de Justiça do Espírito Santo.

         Cobra

         O Brasil não tolera mais a hipocrisia de ver seus governantes tentando provar que há políticos mais corruptos do que eles.

            Não cabe mais, na dignidade nacional, abordagens tipo “os nossos bandidos são mais honestos do que os bandidos dos outros”.

            Pior ainda: “bandido, sim, mas do nosso lado”.

            A tese do bandido de estimação é uma das coisas mais perversas da vida nacional.

            Chega de Michel Temer, chega de Lula da Silva, chega de Dilma Rousseff, chega de Aécio Neves, de Gleisi Hofmann, Sérgio Cabral e Lindibergh Farias.

            Chega de bandidos que querem se perpetuar no poder à custa do sacrifício do povo brasileiro.

            Chega de bandoleiro que tem revelado apego apenas pelo acúmulo patrimonial em detrimento da gente brasileira.

            Princípio da presunção de inocência, sim. Mas a questão não é de ordem jurídica, mas ética.

            Temer, Lula, Dilma, Aécio e tantos outros bandidos não têm mais condições morais de se colocar diante do povo, de olhar nos olhos de cada brasileiro, até porque vai ficar sempre a sensação de que querem bater nossa carteira.

            E vejo com profundo desconforto o ensaio do ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, colocando-se como alternativa para a sucessão presidencial. Quando representou de fato o sentimento do povo brasileiro, quando teve a oportunidade de passar o Brasil a limpo, refugiou-se na zona de conforto de uma aposentadoria injustificável naquele grave momento.

            O Brasil anda cansado dos oportunistas de plantão, que mergulham de acordo com suas conveniências e reaparecem nos momentos de crise como se tivessem solução para todos os problemas.

            Chega de cobra engolindo cobra. Chega de gente que mata a cobra e mostra o pau – quase literalmente. A gente quer gente que mata a cobra e mostra a cobra – também no sentido figurado.

            Não concordo com a tese das diretas-já, porque não pode, uma nação, adaptar sua constituição a casuísmos.

            Fora Temer, sim. Mas que assuma a Presidência da República o sucessor constitucional, Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, a quem a lei incumbe convocar eleições indiretas no prazo de 30 dias.

            Há um movimento nefasto que pretende preservar Rodrigo Maia no comando do Executivo. É mais um político com ficha suja, beneficiário da propinocracia tão aprimorada pelos governos do PT.

            O que me apavora é a ideia de uns tantos desajustados que querem transformar o grito de “Fora, Temer” em “Volta, Lula”.

            Lula é bandido. Dilma é bandida. Temer é bandido.

            O Brasil saberá pagar a conta de suas escolhas equivocados. Mas dentro dos limites constitucionais.

            Não vejo solução para o País fora do parlamentarismo, a partir da convocação de uma assembleia nacional constituinte.

            Cadeia-já!

Cometários

  1. Muita revolta e pouca racionalidade.
    Sua proposta é prender a todos, e dar o poder aos mesmos (ou aos capachos destes) através do Parlamentarismo.
    Lamentável. Precisa estudar um tantinho mais, mas toma um calmante antes, sério. Vai infartar antes de conseguir levar teus amigos ao poder.
    Até.

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