Lucas Rezende

Lucas Rezende é jornalista e titular da Coluna Fonte Grande, publicada de segunda à sexta. Notas e sugestões: fontegrande@eshoje.com.br

Lembram quando a gente contou que a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar protocolou na Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa um pedido de audiência pública para pedir anistia administrativa para os militares capixabas envolvidos no movimento paredista? O dia chegou. O Projeto de Lei de Anistia Administrativa será debatido na próxima segunda-feira na própria Casa das Leis. A proposta da ACS é convencer sobre a necessidade de anistiar os militares estaduais. A turma da farda defende que que os estados que admitiram anistia administrativa o fizeram para o bem da população porque as consequências pós-movimentos são de igual modo graves para a sociedade. Por isso, justificam, é preciso debater o assunto com a população e entre a classe política.


Deu ruim
Até a turma de puxa sacos do prefeito Luciano Rezende nas redes sociais desistiu de defender a Linha Verde. Até porque, é mais fácil dizer que Lula é inocente e Bolsonaro um homem de bem: coleguinha publicou ontem que as câmeras da Avenida Dante Micheline não conseguem ver se a tal carona solidária está funcionando. É que, como se sabe, levar pelo menos três pessoas juntas no carro daria passe livre para o veículo circular na terceira faixa da avenida, então destinada apenas aos ônibus em Camburi.

Prioridades
E enquanto isso os moradores da Piedade agonizam de medo.


A água que não chegava: ao redor desta simples mesinha de interior, o deputado estadual Zé Esmeraldo participou da assinatura da ordem de serviço para implantação de quase seis quilômetros de rede d’Água (finalmente!) na comunidade de Fortaleza, no distrito de Piaçu, em Muniz Freire. Em qualquer país decente isso seria uma obra a ser feita ainda na idade média, convenhamos.
A água que não chegava: ao redor desta simples mesinha de interior, o deputado estadual Zé Esmeraldo participou da assinatura da ordem de serviço para implantação de quase seis quilômetros de rede d’Água (finalmente!) na comunidade de Fortaleza, no distrito de Piaçu, em Muniz Freire. Em qualquer país decente isso seria uma obra a ser feita ainda na idade média, convenhamos.

Nós somos a exceção
A turma do Shopping Norte Sul foi rápida no gatilho. Menos de duas horas depois da imprensa noticiar que Jardim Camburi, o bairro mais populoso da capital, não ter um ponto sequer para pagar conta de luz, trataram de espalhar comunicado dizendo que há sim, dentro do centro de compras, uma agência do Correios recebendo os pagamentos.

A beca que a gente paga
Se você é daqueles que reclama do auxílio paletó, aguente firme, vem aí o auxílio farda. Veredores de Vila Velha aprovaram, em regime de urgência, Projeto de Lei que saiu das mãos de Max Filho, que cria indenização para a aquisição de uniforme da Guarda Municipal. Segundo o texto, as emendas visam estabelecer o valor do benefício, que é aproximadamente R$ 1.100,00, e também garantir a reposição de fardamento com indenização complementar de 70% do valor original.

Dos males, o menor
Diz a Procuradoria-Geral do Espírito Santo que evitou a despesa de R$ 30 milhões para os cofres públicos. Segue a história: havia uma ação na Justiça movida por um ex-prestador de serviço do Estado. Na ação, uma empresa de segurança patrimonial pleiteava o montante de R$ 37 milhões por atividades prestadas na década de 1990 e não foram pagas pelo Governo. Aí que teve o pulo do gato: solicitaram a revisão dos valores devidos e também a recuperação de aproximadamente R$ 3 milhões pagos subsidiariamente pelo Estado a título de dívidas trabalhistas deixadas pela tal empresa. Ao final, descontados os débitos trabalhistas e refeitos os cálculos, a dívida caiu para aproximadamente R$ 7 milhões. Podia ter sido pior.

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