vencedor Geral feminno Foto de EsporteVixBruno LopeO mar de Vitória ganhou um colorido especial para comemorar o aniversário da cidade, celebrado na sexta-feira, 8 de setembro. Remadores de várias partes do Brasil e alguns do exterior participaram da Volta à Ilha de Vitória, competição nacional de canoagem oceânica que rodeou a ilha em um trajeto de 30 km, com largada e chegada à Curva da Jurema.

Quem levou o troféu Fita Azul, que premiou a embarcação mais rápida entre os homens, foi a equipe do Flamengo, formada pelo baiano Samuel Melo, de 23 anos, e pelo capixaba Vangelys Reinke, de 26 anos. Com um double skiff, eles completaram a prova com o tempo de 2h19min.

Já o prêmio Fita Rosa, que contemplou as mulheres mais velozes da prova, ficou com as atletas Luana Gonçalves, de 23 anos, do Flamengo, e Cássia Brito dos Santos, 26 anos, carioca que mora em Vitória e integra atualmente a equipe de remo do Saldanha da Gama. Elas deram a volta à ilha em 2h46min.

Cada embarcação do primeiro lugar geral masculino e feminino recebeu um troféu de madeira em formato de hei matau com uma pedra preciosa, assinado pelo artista Vitor Paganotto, e um remo. Reunindo 160 atletas e 55 embarcações, a competição passou por belas paisagens da ilha de Vitória, como a Segunda Ponte, que liga a capital ao município de Vila Velha, o Porto de Vitória, a Ilha das Caieiras e por um dos maiores manguezais em área urbana do Brasil, o Manguezal da Estação Ecológica Municipal Ilha do Lameirão.

O evento teve o apoio da Prefeitura Municipal de Vitória, Iate Clube do Espírito Santo, Associação Brasileira dos Canoeiros (Abraca), Landspride, Kreato Tecnologia, AlwaysMore, Ticket Digital, Gráfica JEP, GL Circuito Funcional, Nutrata Suplementos, Hotel Golden Tulipí e Don Camaleone, 364 Café, Daroz Odonto, Neto Imóveis, Barbosa Barros Construtora e Inspire Estúdio Multimidia.

foto de julio teixeira (3)Vencendo limite
“Quando conseguimos concluir uma prova como a Volta à Ilha de Vitória não temos noção do quanto superamos nossos limites. Até agora estou sentindo dores musculares. É bem difícil”, afirmou o primeiro lugar geral no masculino, o atleta do Flamengo Samuel Lucas. Ele disse que sua experiência remando em longa distância havia sido 11 km, na Itália, quando ficou em 4º lugar, no ano passado. “Eu gosto de competição de longa distância, que requer resistência e coração. É tudo o que a gente acredita”, ressaltou.

Seu colega, o capixaba Vangelys Reinke Pereira, que também integra o remo do Flamengo, também comentou o desafio da competição. “É uma prova que exige um psicológico grande e é muito desgastante.  Nossas provas de remo têm características de 2 mil metros e nessa fizemos 32 km. Tem que ter muito condicionamento físico. Conhecer a raia é também importante, que neste caso, por eu ser capixaba eu já conhecia, mas o meu parceiro não. Mas o treinamento que a gente está fazendo no Flamengo ajudou muito”, comentou Vangelys Reinke Pereira. Ele começou no remo da equipe carioca em 2013, em 2016 defendeu o Álvares Cabral e retornou para o Flamengo neste ano.

No geral feminino, a atletas do remo olímpico Luana Gonçalves, do Flamengo, também achou a prova difícil. “Estamos acostumadas a remar em lagoa, em rio, ambientes em água é calma. Nosso treino no máximo é de 20 km e paramos para beber água. Aqui, a competição foi em mar aberto e com um percurso maior. Não pensamos em desistir, mas sentimos muito os 8 km finais, no final do mangue”, resumiu a remadora.

Os atletas de outros estados e do exterior que participaram da competição ficaram encantados com as belezas vistas durante a prova. O francês Loïc Boireau, de 56 anos, gerente de marketing de uma empresa em Paris, é praticante de canoa havaiana (OC6) e aproveitou a oportunidade de participar.

Atleta veterano e que tem experiência em 65 km com alternância entre atletas, não sentiu tanto o cansaço e ficou encantado com as belezas do percurso. “Não fica chato remar porque a cada trecho somos surpreendidos por uma paisagem diferente: mangue, mar, entrada de canal”, disse. A sua embarcação, chamada Moqueca, teve no remo, entre outros, um peruano e dois capixabas.

Tetracampeão mundial de paracanoagem, Fernando Fernandes, de 36 anos, está desenvolvendo um projeto de leme via wi-fi. Devido ao cansaço, remou por 18 km, não concluindo o percurso na Volta à Ilha de Vitória. “A prova é fantástica, o lugar é espetacular. Até me surpreendeu porque é um lado de Vitória que eu nunca tinha visto, passando por lugares históricos. Chegou uma hora que o meu corpo estava muito moído e não dava mais para remar. Por isso, para mim foi uma mistura de alegria com frustação por não completar a prova, mas é parte do processo de criação.

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