Terceira_Ponte2A Agência de Regulação de Serviços Públicos (ARSP) divulgou, nesta quinta-feira (11), os resultados do processo de consulta pública das barreiras de proteção da terceira ponte.

Das 39 contribuições recebidas, a escolhida é uma estrutura lateral e rebaixada, que não interfere na qualidade estética e preserva a funcionalidade necessária, que é a proteção dos usuários

A Agência recebeu e analisou outras propostas, mas descartou. As mais recorrentes foram à instalação de uma cerca elétrica e a implantação de uma ciclovia nas laterais. Mas ambas foram consideradas tecnicamente inviáveis.

“A dificuldade que nós nos deparamos para acoplar uma ciclovia à estrutura atual da terceira ponte foi o grau de inclinação associado a um vento lateral muito forte. Isso significa que poucas pessoas têm preparo físico para superar esse obstáculo. Nós teríamos um investimento muito alto para ser utilizado apenas por aqueles que têm prática no ciclismo. Já a cerca elétrica foi vetada por uma questão de segurança, já que a ponte também é usada para eventos esportivos e manifestações politicas e as pessoas poderiam acabar, eventualmente, levando um choque” explica o Diretor-Geral da ARSP, Júlio Castiglioni.

Segundo o diretor, até o final do mês de novembro, o Governo do Estado decidirá por licitar a opção com barras verticais ou a opção apresentada nesta consulta pública com estrutura lateral rebaixada.  A decisão é urgente e os números apontam isso “Esse ano, de janeiro até agora, já foram registradas 50 tentativas de suicídio e quatro mortes confirmadas”.

Idealizadores

A consulta pública ficou disponível de 17/09 a 02/10. O projeto escolhido foi desenhado pelos arquitetos do escritório ANGATU, Clara Nahas e Nathan Guimarães. Por trabalhem olhando a vista todos os dias, eles sentiram a necessidade de colaborar com o projeto, tentar preservar o visual e dar uma estética mais bonita ao local.

“Quando abriu a consulta pública, nos sentimos muito dispostos a ajudar e fazer nosso papel de cidadãos. Além de sermos arquitetos tentando preservar o visual que a terceira ponte tem e também resguardar a segurança das pessoas” uma das representantes da ANGATU, Clara Nahas.

De acordo com a Arsp, mesmo que a nova proposta de proteção agrade, ela ainda precisa ser analisada para confirmar a viabilidade técnica e financeira. Esse processo técnico não irá atrapalhar os estudos que já estão em curso com relação as barras verticais com cremalheira, solução pré-selecionada que será encaminhada para que o Departamento de Estradas e Rodagens (DER-ES) possa aperfeiçoar o projeto.

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