Pedro Permuy  – pedro@eshoje.com.br

Começa nesta sexta (18) e só deve terminar no dai 21 de fevereiro a Operação Verão, da Capitania dos Portos do Espírito Santo. A ação que mobiliza cerca de 120 oficiais para fiscalizar os 400 quilômetros de costa que o Estado possui deve prevenir acidentes marítimos e visa intensificar a fiscalização de veículos à vela ou motor.
Este ano, o banhista, turista ou morador da região que quiser denunciar alguma situação irregular ou suspeita e que tenha a ver com embarcações marítimas, poderá usar o aplicativo que será lançado até o fim deste mês no qual é preenchido um formulário e enviada uma foto já com o geoposicionamento do indivíduo, que pode pedir anonimato, facilitando o trabalho das equipes.
Dessa forma, a denúncia é feita e enviada instantaneamente para um sistema específico da Capitania dos Portos, que mobiliza uma equipe que ficará de plantão na sede, em Vitória, para atender exclusivamente as denúncias da população. Também está disponível helicóptero que faz rondas programadas duas vezes ao mês, com o objetivo de facilitar a localização de possíveis pontos de localização.
O capitão dos Portos do Espírito Santo, Marcos Aurélio de Arruda, diz que cerca de sete equipes, somando cerca de 120 pessoas, devem ser separadas em todo o Estado e em parte de Minas Gerais para fiscalizarem as 16592 mil embarcações registradas atualmente na Capitania. Ele conta que em 2014 nesta mesma época foram fiscalizados 2032 veículos marítimos.
Ele conta que os principais acionamentos se dão por conta de naufrágio de escuna, colisão de escunas, naufrágio de embarcação de passeio, desaparecimento de embarcação sem inscrição, e colisão entre moto aquática e banhista. O capitão atenta para os cuidados que devem ser tomados tanto pelos motoristas quanto pelos banhistas.
Arruda explica que os capitães devem respeitar a lotação da embarcação, possuir material básico de salvatagem no veículo marítimo, informar à família o local em que está indo, caso se perca e seja necessária busca, andar em velocidade compatível e não ingerir bebida alcoólica. “Igual como é no trânsito, nós temos bafômetros e o não cumprimento desta regra pode levar o indivíduo preso”, destaca Arruda.
Já o banhista ou pessoa que faz uso dos passeios turísticos em embarcações marítimas, pode solicitar placa com número de passageiros permitido e telefone da Capitania a bordo, colete para adultos e crianças em local de fácil acesso, e, em caso de banana boat, esporte praticado nessa época do ano, pode ser exigido protetor de hélice, inscrição da embarcação discriminada no veículo, dois tripulantes habilitados a conduzir o veículo marítimo além do seguro DPEM em ordem.

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