Para o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, um eventual governo do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), líder nas pesquisas de intenção de votos, não significará uma ruptura no setor de petróleo e gás natural.

Ele acredita que o setor avançou com a retomada dos leilões de áreas exploratórias e com outras mudanças implementadas durante o governo de Michel Temer (MDB). Em sua opinião, no próximo governo “deve prevalecer o pragmatismo”.

“Sem nervosismo nesta hora. As coisas estão caminhando bem no Brasil. Não vejo motivo para ansiedade. Não vejo nenhum sintoma de que venha algo disruptivo, nenhum sintoma de mudanças radicais a caminho, no sentido de desestabilizar o setor e a indústria”, afirmou Oddone após participar do seminário FT Commodities – Americas Summit 2018.

O diretor-geral da ANP minimizou, por exemplo, um possível comando militar da Petrobras caso Bolsonaro seja eleito. “A sociedade brasileira é madura o suficiente para tratar militares e civis da mesma forma. Não tenho nenhum preconceito com militar”, disse Oddone.

Na semana passada, o presidenciável pelo PSL afirmou em entrevista que enxerga a presença chinesa no setor elétrico como um perigo. Mas, para Oddone, essa fala de Bolsonaro não é suficiente para afastar as petroleiras do país asiático. A estatal chinesa CNPC firmou acordo com a Petrobras para participar da construção da refinaria do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e no cluster campo de Marlim, que também inclui as áreas de Voador, Marlim Sul e Marlim Leste, na Bacia de Campos.

Fernanda Nunes e Renata Batista
Estadao Conteudo
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