amaro netoDeputado estadual em primeiro mandato, Amaro Neto tem como grande vantagem, ser comunicador. E, mesmo que não seja habitué na tribuna da Assembleia Legislativa, com discursos diários, é reconhecido pela população. Tanto que foi o segundo mais votado pelos eleitores de Vitória, quando concorreu em 2016, à prefeitura da capital e perdeu em segundo turno, por diferença mínima de votos para o prefeito reeleito, Luciano Rezende (PPS).

Em 2018 seu projeto é concorrer ao Senado Federal, projeto que tem apoio de grande parte dos deputados estaduais e outras lideranças políticas capixabas. Em entrevista a ESHOJE, o parlamentar fala de sua situação no Solidariedade e assume: “com Paulo Hartung candidato, estarei no palanque dele!”.

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ESHOJE: qual o maior feito de Amaro Neto como deputado estadual?
Amaro:
o nosso trabalho na Ales foi pontuar algumas questões do ES, e tenho falado em minhas viagens que meu primeiro ano foi aprender o trabalho do deputado. Como jornalistas, a gente não sabe direito o trabalho do parlamentar, não por falta de conhecimento, mas porque a vivência é outra. O trabalho do parlamentar vai muito além das sessões e das comissões e da presença constante ao lado de lideranças ou comunidades. É um trabalho complicado, porque a Constituição de 88 tirou muitas prerrogativas do trabalho do deputado estadual, e quando fiz campanha para prefeito, elogiei muito o trabalho do vereador – porque acho que ele é o principal parlamentar do Brasil e pouco valorizado. Mas no primeiro ano eu fui buscar conhecer o Poder Legislativo, no segundo embarquei em campanha para prefeito de Vitória – apresentei projeto viável para a cidade e por muito pouco foi contemplado com a Vitória -, e nesse terceiro ano tenho viajado o ES para conhecer determinadas carências e o que posso contribuir. Apresentamos muitos projetos da área da segurança pública e da saúde. Busquei, nos meus dois primeiros anos, fortalecer a comissão de Turismo e Desportos, nesse meu terceiro ano estamos, como ouvidor, fortalecendo a Ouvidoria e colocando-a presente, não só nas Sessões da Ales e Galeria, mas nas ruas da Grande Vitória e muito em breve no interior. Acredito que meu saldo é positivo, na média dos parlamentares e, é claro, que quando você é parlamentar que faz oposição ganha mais destaque, porque aponta erros não tenta “construir pontes”. No meu caso eu busco “construir pontes” e trabalhar em prol do povo capixaba.

Internautas querem saber: por que o senhor não sobre à tribuna da Casa?
Sempre coloquei, até para os colegas parlamentares, que eu tenho, no meu programa de televisão, duas horas por dia para falar com o povo capixaba, apesar de nesse tempo eu não tratar de política. Na Ales eu deixo esse espaço para os colegas. Eu sou parceiro e acredito que por isso 19 deputados, comigo 20, lançaram meu nome como pré-candidato ao Senado. Sempre fui parceiro. Tem alguns momentos em que faço discursos, mas como tenho um espaço e grande visibilidade na televisão, subo na tribuna no que acho pertinente.

amaro-neto-quer-visor-do-caixa-voltado-para-o-cliente-em-estabelecimentos-comerciais-do-es_620_Outro questionamento de internauta: na TV o senhor “senta a ripa” na segurança, mas como parlamentar não o faz…
Basta o internauta que fez a pergunta pesquisar um pouco mais o nosso trabalho na Ales. Minhas redes sociais e na Assembleia tenho diversos projetos para a área.

No fim do ano passado, após a temporada eleitoral, em entrevista a ESHOJE, o senhor disse que mesmo tendo perdido um de seus projetos passaria a ser meta no mandato de deputado estadual: reativação do Aquaviário. O que deu isso?
Entreguei á comissão de infraestrutura, que eu faço parte, não só um modelo de concessão, do Rio Grande do Sul, como o plano hidroviário daquele estado. O deputado Marcelo Santos, presidente da comissão, pediu os estudos, analisou e solicitou a presença de um representante do RS aqui. Ele esteve aqui e ficou maravilhado com o que já temos. Ele explicou que no RS o modelo é seletivo, ou seja, não precisa do subsidio que é dado ao Sistema Transcol e sequer precisa ser agregado ao Transcol. Depois disso o deputado Marcelo pediu que a comissão envie às prefeituras da Grande Vitória um oficio, para que a gente possa reuni-las, juntamente com a secretaria estadual de transportes, Ales e todos conhecerem o sistema no Rio Grande do Sul. O projeto de lá serve tanto para o turismo, quando para a mobilidade urbana e o fretamento. É um modelo muito interessante e acredito que para ele ser viável, necessita de uma reunião de forças.

AMARO SENADOR 1O senhor falou anteriormente que tem uma relação de parceria com os deputados. E foi esta relação que fez ser lançado, por um grande grupo, pré-candidato ao Senado. A candidatura vai em frente?
A minha candidatura é para valer, sou pré-candidato ao Senado. Coloquei meu nome à disposição do Solidariedade, o deputado Manato (deputado federal e presidente do SDD no ES) já levou para o presidente Paulinho da Força e o SDD aposta muito em nossa candidatura ao Senado. Da mesma forma que o Solidariedade me apoiou na candidatura à prefeitura de Vitória, vai me apoiar agora. Mas existem vários passos e a gente está construindo diálogo. A Grande Vitória já me conhece, muitos municípios do interior também, pelo trabalho de televisão, mas estou visitando todas as cidades porque alguns me conheceram na campanha pra a PMV, o que é muito bom, pois viram o que pensei para a cidade e o que posso oferecer pelo Espírito Santo, replicando para diversos municípios.

Está preparado para concorrer com nomes fortes, como dos próprios senadores Magno Malta e Ricardo Ferraço?
O que a gente sente aqui no estado, mesmo com o brilhante trabalho da senadora Rose, do Magno e do Ricardo, é que os senadores pensam muito Brasília e esquecem o ES. Então a gente quer é repensar o modelo de Brasil, o que a gente quer para os próximos anos e fortalecer o Espírito Santo tendo um senador muito mais próximo dos problemas e do cotidiano de nosso Estado. Quando dizem que Sergio Majeski, Renato Casagrande e o próprio governador Paulo Hartung podem concorrer ao Senado, fico muito feliz. Acredito que precisamos tem muitos nomes, uma eleição plural, para a população não ter que escolher entre o “menos pior”. É importante termos diversos nomes e boas ideias para debatermos.

Amaro será candidato pelo Solidariedade, pois tem recebido convite de diversas siglas…
Bem provável que sim. Eu tenho conversado com algumas pessoas que quero continuar no SDD, me sinto confortável no partido, o Manato me dá total liberdade, tenho conforto por parte da Executiva nacional e deve permanecer e participar das eleições na sigla. De fato recebi diversos convites de outros partidos e fico muito feliz, mas pelo que o SDD me ajudou na ultima eleição e a liberdade que me deu, pela Fundação ligado ao SDD que ajudou na ultima campanha, permaneço no meu partido. Acredito que eu e outros nomes podemos fortalecer o SDD que é um partido novo e caminha numa crescente e a gente que fortalecê-lo para os próximos anos, para chegar a mais prefeituras e ao Governo do ES. Nas eleições de 2018 à majoritária quem vai comandar o partido sou eu e a proporcional será cuidada por Manato.

Falando em Governo do ES, após sua derrota à prefeitura o senhor disse que sua meta maior é ser governador. E nos bastidores da política capixaba seu é cotado para compor chapa ao Governo, como vice na reeleição de Paulo Hartung.
No meu primeiro momento eu gostaria muito de ir para o Senado. A minha possível candidatura, conversei com os três postulantes ao governo: Paulo Hartung, Renato Casagrande e Rose de Freitas. E todos acharam minha candidatura, ao Senado, muito interessante. O governador ponderou que é uma eleição pesada, Casagrande falou que eu poderia compor com ele e abriu as portas do PSB, e a Rose de Freitas gostou e achou importante eu marcar território anunciando logo a candidatura. Eu tenho interesse de continuar no palanque do governador, se ele concorrer à reeleição. Se for uma outra pessoa do grupo a gente precisa conversar. Sou o candidato à vice dos sonhos do governador, por meu trabalho e ele eleitorado na Grande Vitória, onde hoje ele tem menos votos.

Como é sua relação com os atuais representantes do ES no Senado?
O Ricardo é um brilhante senador da República, Magno é um senador que sempre pontua questões importantes da família e da sociedade no Brasil, é um showman até pelo seu trabalho de música gospel, e a senador Rose já tem um trabalho antigo municipalista. São três excelentes senadores, mas acredito que o ES merece alguém mais próximo dos problemas de nosso Estado, por isso que coloco meu nome.

palacioanchietathiago02-141595Em caso de disputa ao Governo PH X Casagrande, qual o seu lado?
Hoje eu sou Paulo Hartung, pois acredito no trabalho que desenvolveu em suas duas anteriores gestões e neste mandato, mesmo com as dificuldades do país, e ele conseguiu nesses três anos equilibrar as finanças e um ou outro avanço. Mas se ele for candidato nas eleições de 2018 eu estarei ao lado dele.

O senhor descarta candidatura a reeleição ou a Câmara Federal?
Deputado estadual não porque no arranjo que lançou meu nome ao Senado, há colegas postulantes a vagas de deputado federal. E se eu não vencer, não tenho preocupação porque sou jornalista e não político carreirista.

E onde fica o projeto “Amaro Governador”?
Se eu for eleito senador, ano que vem, posso concorrer ao Governo em 2022. Se eu perder, volto a tentar ser prefeito da minha cidade, Vitória.

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